Compreendendo o instinto de luta

Nas artes marciais tradicionais isto é negligenciado, mas muitos sistemas de combate e defesa pessoal modernos têm em consideração as respostas naturais ou reflexas dos seres humanos. Elas são importantes porque nos dão uma idéia geral do que pessoas não treinadas fazem quando estão lutando. Também são importantes pois mesmo em pessoas treinadas estes instintos continuam atuando e precisamos ter um conjunto de técnicas que coopere (façam uso) com os instintos, tornando o tempo de reação mais curto e portanto a técnica mais eficaz.

Primeiro é preciso entender que ao contrário do que se imagina o confronto físico entre seres humanos é raro. Na verdade se você observar qualquer grupo de animais sociais por uma semana você irá contar inúmeras lutas, mas talvez passem-se anos observando um grupo de humanos para que a primeira briga aconteça. E a maioria dos seres humanos vai evitar iniciar uma briga, mesmo quando é ele a pessoa que ameaça. Mesmo ladrões e assaltantes (salvo exceções) tem receio de iniciar um confronto real, vão apelar à ameaça muito antes de partir para a ação efetiva.

Segundo, quando ocorrem as brigas elas são muito rápidas, caóticas e intensas. Não pense que você verá alguém entrar em base e vir desferindo socos que podem ser defendidos. Não! Um ser humano furioso agride dando chutes com as plantas dos pés (pisões), batendo com os punhos cerrados em martelo e mordendo. Sim, você ouviu bem, é muito frequente ocorrer mordidas em lutas. E mais, ninguém se defende bloqueando golpes. A defesa mais comum e instintiva é se agarrar ao oponente segurando seus braços (abraço de urso). Em outras palavras, quase sempre quando um está perdendo ele irá buscar o clinche. E como o equilíbrio do corpo humano é frágil o clinche quase sempre progride para uma queda e a luta continua no chão.

Terceiro, quando a luta ainda tá em pé e nas ameaças de golpes. Há uma tendência de proteger mais rapidamente o rosto, o abdômen e as genitalias. E geralmente o movimento de esquiva mais comum é um passo para trás.

Quarto, procuramos sempre lidar com a meaça mais imediata. Por mais que seja mais eficaz chutar para longe alguém que esteja tentando nos sufocar pela frente, instintivamente temos a tendência de nos concentrar apenas na pressão do pescoço e esquecer do resto.

Tomamos o cuidado de levar isso em consideração quando selecionamos as técnicas. Por isso, quero que entre na sua cabeça de uma vez por todas que vencer um oponente trocando golpes é algo que acontece muito raramente em lutas reais. Mais de 80% das lutas terminam no chão. E a forma mais efetiva de terminar uma luta é com uma chave (para imobilizar ou incapacitar) ou um estrangulamento (para matar ou deixar inconsciente). Apesar de ser possível “nocautear” com golpes de mãos e pés, isto é improvável. Por isso os principais objetivos dos golpes no ansatsu-jutsu são:

1. abrir a guarda do adversário para encaixar uma chave ou estrangulamento

2. neutralizar a arma do oponente (seja destruindo-a, derrubando-a, tomando-a ou impedindo-o de utiliza-la)

3. administrar a distância e cansar o oponente (especialmente verdade contra multiplos oponentes)

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2 respostas para Compreendendo o instinto de luta

  1. allingson disse:

    oi!
    eu sou praticante de TAEKWONDÔ
    tem algum site,que tenha apostila de ninjitsu?
    ao menos o basico!

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